"É importante para o mundo antes de ser importante para Portugal, mas também é importante para Portugal", afirmou o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, quando questionado se, ao ter chamado o assunto da eleição do secretário-geral das Nações Unidas para o Conselho de Estado, pretendia que tivesse reflexos internacionais.

Recordando que na reunião de quinta-feira do Conselho de Estado, o órgão de consulta política do Presidente da República, o tema era a análise da situação política, económica e financeira internacional e os reflexos na economia portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou "natural" que a escolha do próximo secretário-geral das Nações Unidas também tivesse sido falada.

"Não é uma situação qualquer, é uma situação importante para o mundo e é uma situação em que existe uma candidatura portuguesa apoiada por Portugal, por todos os partidos políticos portugueses e por todos os órgãos de soberania", vincou, insistindo que seria "muito estranho" que ao analisar o mundo não se falasse de uma questão que é "particularmente importante".

Na quinta-feira, o Conselho de Estado saudou a candidatura de António Guterres a secretário-geral das Nações Unidas, considerando que é, "a todos os títulos, uma candidatura exemplar" e salientando que cumpriu "todas as etapas do processo".

O antigo primeiro-ministro António Guterres é conselheiro de Estado, nomeado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e participou na reunião realizada quinta-feira à tarde no Palácio de Belém.

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