No final do discurso que proferiu no comício socialista de Santarém, António Costa contou que esta noite, quando estava a entrar na Casa do Campino, encontrou uma senhora que lhe agradeceu por o Governo "ter devolvido" a sua reforma. Um episódio que, de acordo com o líder socialista, também já tinha acontecido consigo esta manhã, mas em Moscavide, no concelho de Loures.

"Mas eu quero dizer o seguinte: Os direitos não se agradecem, os direitos defendem-se, porque os direitos são próprios, ninguém dá nada", contrapôs o secretário-geral do PS, recebendo uma prolongada salva de palmas.

A seguir, referiu-se ao que está em jogo nas eleições legislativas no dia 06 de outubro.

"Não têm que agradecer nada ao Governo, não têm que agradecer nada ao António Costa. Têm de dar força ao Governo, têm de dar força ao PS e têm de dar força ao António Costa para defender os direitos conquistados e os direitos que não podemos voltar a perder", advertiu o líder socialista.

Tal como fizera na quarta-feira à noite no comício socialista de Loulé, António Costa procurou deixar duas garantias aos eleitores: "Connosco o diabo não vem, mas connosco também não vamos andar para trás, porque o caminho é para a frente".

No seu discurso, como nos anteriores, António Costa salientou as ideias de que o seu Governo "cumpriu todos os compromissos", de que houve estabilidade política nos últimos quatro anos e, mais importante, que "acabou o tempo do sobressalto" para as pessoas - aqui, numa crítica ao executivo PSD/CDS-PP entre 2011 e 2015.

Em relação aos próximos quatro anos, o secretário-geral do PS defendeu que, se os eleitores "derem força" aos socialistas "continuarão a ser reduzidos os níveis de pobreza e diminuídas as desigualdades no país".

Se o PS formar novamente Governo, segundo António Costa, além da continuação do aumento do salário mínimo nacional, procurar-se-á celebrar um acordo de rendimentos na concertação social para melhorar os salários em geral, sobretudo os dos mais jovens.

Também em relação à próxima legislatura, o líder socialista prometeu uma redução dos custos no acesso à saúde e uma melhoria dos serviços públicos prestados aos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Vamos progressivamente reduzir as taxas moderadoras no SNS nos cuidados de saúde primários e vamos alargar o cheque dentista, que passará a abranger todas as crianças a partir dos dois anos. Quanto mais cedo as crianças puderem tratar a sua saúde oral, melhor saúde futura elas terão assegurada", considerou.

António Costa referiu-se ainda a outra medida do programa eleitoral do PS no capítulo da saúde, dizendo que pretende introduzir um vale para os óculos - um vale que beneficiará jovens e crianças até aos 18 anos e todos os idosos com rendimento social de inserção.

"É essencial assegurar a boa qualidade visual a quem estuda e a quem já atingiu uma idade em que precisa de ser apoiado", justificou.

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