"Nós defendemos que o ensino precisa de ser um ensino gratuito. Este é o objetivo número um", disse Joacine Katar Moreira à Lusa, justificando a medida uma vez que há "investimento de todos os cidadãos”, em termos monetários, com um esforço enorme e por vezes "com ordenados miseráveis" no setor.

A candidata do Livre participava numa ação de campanha na Cidade Universitária, em Lisboa.

O objetivo do partido é que "haja uma universalização dos serviços essenciais, e entre eles a educação e o acesso ao ensino superior", frisou.

Questionada se o Livre tem maior adesão nos círculos académicos do que no resto do país, Joacine Katar Moreira considerou normal que assim seja.

"É normalíssimo que o ambiente académico e o ambiente universitário nos receba de braços abertos, exatamente porque as nossas ideias têm mostrado sucessivamente que nós somos o único partido com uma ótica de futuro", afirmou a historiadora, referindo-se à ideia da convergência à esquerda avançada há quatro anos, ainda antes da criação da atual solução governativa.

A candidata salientou também ser "impensável" não fazer uma campanha direcionada aos mais jovens e "sem envolver exatamente os indivíduos que hoje e amanhã irão ser os herdeiros de qualquer iniciativa que haja".

"Foram os estudantes que nos colocaram a necessidade de combate à urgência climática e exigiram que não houvesse nenhum partido político que se omitisse em relação a isto", lembrou Joacine Katar Moreira.

Por os estudantes terem "marcado épocas de autêntica revolução", precisam de "ser olhados não unicamente como objetos de intervenção, mas igualmente enquanto sujeitos políticos", razão pela qual o Livre defende o voto aos 16 anos, referiu.

A cabeça de lista por Lisboa recordou também a questão do alojamento universitário, manifestando vontade em "investir em residências universitárias, capacitadas e com os equipamentos necessários para que qualquer estudante, independentemente da sua condição e económica", veja garantidas as suas necessidades.

Também presente na ação de campanha esteve o fundador do partido, Rui Tavares, que sobre o caso de Tancos disse não ser "um tema estratégico para estas eleições legislativas", mas "é muito importante que o país tenha confiança nas suas instituições" e que o tema "seja esclarecido".

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