A votação estava marcada para o próximo domingo, mas foi adiada depois de o primeiro-ministro ter proposto que fossem realizadas exclusivamente através de voto por correspondência para evitar contágios de covid-19, situação que necessita de aprovação de nova legislação e tempo para distribuição dos boletins de voto.

O porta-voz do Lei e Justiça, Radoslaw Fogiel, disse hoje que o dia 12 de julho é visto como a nova data mais provável, sendo que o prazo do mandato de cinco anos do Presidente Andrzej Duda expira em 6 de agosto.

Hoje o líder do Aliança, o segundo partido que forma a coligação governamental, Jaroslaw Gowin, garantiu que as eleições “não vão acontecer em maio”, devendo agora o Supremo Tribunal confirmar o adiamento das eleições de domingo para abrir caminho formal a que seja marcada nova data.

Numa declaração aos jornalistas, Jaroslaw Gowin anunciou que os especialistas vão analisar o que é preciso alterar na legislação para permitir uma votação exclusivamente por correspondência e restaurar o papel central da Comissão Nacional de Eleições, já que a atual lei dá parte da responsabilidade aos Correios.

A realização das eleições presidenciais por correspondência tem sido contestada por numerosas organizações nacionais e internacionais.

Na semana passada, todos os ex-presidentes da Polónia e a maioria dos ex-primeiros-ministros declararam-se contra a votação numa carta conjunta publicada na imprensa polaca.

A eleição “não será nem geral nem justa […] sem garantia de voto secreto e sem possibilidade de um controlo cívico da integridade do seu desenrolar”, sustentam Lech Walesa, líder histórico do movimento Solidariedade, e os dois presidentes que lhe sucederam, Aleksander Kwasniewski (esquerda) e Bronislaw Komorowski (centro-esquerda), assim como os ex-primeiros-ministros Marek Belka, Jan-Krzysztof Bielecki, Wlodzimierz Cimoszewicz, Ewa Kopacz, Kazimierz Marcinkiewicz e Leszek Miller.

O PiS apoia a recandidatura do presidente cessante, Andrzej Duda, o favorito nas sondagens, cujo mandato termina a 06 de agosto.

Segundo uma sondagem publicada na última semana de abril, apenas um em cada quatro polacos era favorável à organização da eleição a 10 de maio.

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