“Sou único partido que não precisa de bandeiras nem tambores nem megafones. [Em campanha] sinto-me no meu habitat natural porque o RIR é o partido em que o único cartaz é a rua. Estou confiante porque tem corrido muito bem”, disse à agência Lusa, Vitorino Silva, conhecido por Tino de Rans.

Num dia dedicado ao setor das pescas, agricultura e produção, já no concelho da Maia, mas depois de visitar a lota de Matosinhos e o mercado de Angeiras e antes de rumar a uma zona de vacarias ainda no distrito do Porto, o líder do RIR recordou que nas presidenciais obteve 152 mil votos, eleições que vê como a “pré-época” para o ato eleitoral de domingo.

“Fui candidato nas presidenciais para aprender com os grandes. O RIR não tem sido colocado nas sondagens por cobardia. A primeira sondagem que fizeram perguntaram: ‘quem é que não querem para primeiro-ministro?’. E nessa o Tino já aparecia, nas seguintes não. Quem paga as sondagens são os partidos e, obviamente, não convém às empresas de sondagens perder clientes, logo têm de encostar o RIR às boxes”, analisou o candidato.

Tino de Rans disse ainda, entre a entrega de folhetos, apertos de mão, beijinhos e fotografias, que não concorre a primeiro-ministro, mas sim a deputado.

“Não há eleições para primeiro-ministro, há eleições a deputado. E tenho a certeza absoluta que se fizessem sondagens com a pergunta ‘quem querem para deputado?’ o Tino de Rans seria nomeado”, acrescentou.

O líder do RIR voltou a frisar que concorre pelo povo porque quer “levar o povo a deputado”, mas também concorre “contra a abstenção” e pela “defesa da verdade”.

“Num país em que desaparece dinheiro dos bancos, e armas dos paióis, os portugueses têm de saber que se evaporam assinaturas do Tribunal Constitucional. No processo do RIR não sabiam de uma caixa de assinaturas, mas felizmente tínhamos fotocópias”, contou.

Vitorino Silva já decidiu que vai acompanhar a noite eleitoral no Café Pérola no centro de Rans, freguesia de Penafiel, no distrito do Porto, porque quer estar na rua, onde diz ser a sua sede de campanha, e num café que lhe diz muito porque foi onde aprendeu a ler, ainda que lesse o jornal ao contrário para não o roubar aos clientes adultos.

Hoje, explicou, depois “de estar perto dos barcos e do peixe e pouco antes de ver a carne de perto”, quis defender a “riquíssima” cozinha portuguesa.

“Os partidos políticos não são os donos dos sabores, das cozinhas tradicionais, dos segredos e há partidos que querem acabar com os livros de receitas e com as lareiras. Gastronomia é cultura. Temos de defender as tradições, Portugal e o que é nosso”, frisou.

E o candidato do RIR concluiu: “Não conheço nenhuma portuguesa que se chame Maria Eucalipto, mas conheço o António Ramalho, o Jorge Carvalho, o Vitorino Silva, o António Pereira. Temos de plantar o que plantávamos há 500, 600 ou 700 anos. Temos de defender o que é nosso”.

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