Esta ação de protesto, convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), foi acompanhada de uma paralisação, que decorreu entre as 10:30 e o 12:30.

Em declarações aos jornalistas, Isabel Barbosa, do SEP, justificou este protesto com as “graves carências de enfermeiros” no Hospital Fernando Fonseca (HFF), que está a originar uma “situação caótica em muitos serviços”.

“Estes profissionais estão exaustos. Têm mais de 15 mil horas de trabalho acumuladas. Há menos enfermeiros por turno, o que também aumenta os ritmos de trabalho”, apontou.

Isabel Barbosa, referiu também um conjunto de consequências desta carência de enfermeiros para o próprio serviço hospitalar, nomeadamente o encerramento de várias camas nos serviços de neonatologia, pediatria, a redução de vários programas como a Unidade Móvel de Apoio Domiciliário Pediátrico e o cancelamento do projeto de cuidados paliativos.

Além de exigirem a contratação de mais enfermeiros, o SEP reivindica também a redução dos horários de trabalho, o descongelamento das carreiras e o aumento dos salários.

Entretanto, o SEP terá uma reunião com a administração do HFF na próxima sexta-feira.

A Lusa tentou contactar a administração do Hospital Francisco Fonseca, mas tal não foi possível.

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