Estes dois dias de greve foram convocados pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e seguem-se a uma primeira paralisação realizada na quinta e sexta-feira, que, segundo a dirigente Guadalupe Simões, registou uma adesão global de cerca de 60%.

“A expectativa é no mínimo o mesmo nível de adesão” à greve, assim como à concentração prevista para as 14:00 de quarta-feira, junto ao Ministério da Saúde, adiantou à Lusa Guadalupe Simões.

Com esta paralisação, o SEP espera que o ministério de Manuel Pizarro agende uma reunião para iniciar negociações destinadas a repor a paridade entre a carreira de enfermagem e a de técnico superior da administração pública, alegando que se verifica uma discriminação em todos os níveis remuneratórios.

Além disso, o sindicato reivindica o pagamento da reposição dos pontos da carreira com retroativos a janeiro de 2018 e não a janeiro deste ano, como decidiu o Governo recentemente.

No início do mês, o Ministério da Saúde anunciou que, na sequência de negociações com os diversos sindicatos, cerca de 20 mil enfermeiros seriam abrangidos pelo descongelamento da progressão salarial, com o pagamento dos retroativos a janeiro de 2022.

O pré-aviso da greve prevê serviços mínimos a “prestar em situações impreteríveis”, como urgências, cuidados intensivos, bloco operatório com exceção das cirurgias programadas, hemodiálise e tratamentos oncológicos, entre outras.

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