Este ataque aconteceu precisamente no momento em que Vladimir Putin, presidente da Rússia, visitava a ponte da Crimeia, que ficou danificada após um atentado.

Um vídeo do líder russo a conduzir um carro, de marca Mercedes, foi colocado nas redes sociais, onde se observa Putin a passar na ponte que tinha sido danificada em outubro, ao lado do vice-primeiro ministro Marat Khusnullin.

Esta será a primeira viagem de Vladimir Putin a território ucraniano desde a invasão russa, em fevereiro deste ano.

O líder do Kremlin também contactou com trabalhadores e abordou as reparações da ponte de Kerch com um membro do Governo responsável pelo projeto.

Nos bombardeamentos desta segunda-feira, pelo menos duas pessoas morreram, em Zaporijía, após alguns mísseis terem caído junto a áreas residenciais, apesar de alguns terem sido destruídos pelas defesas antiaéreas, revelaram as autoridades locais.

Mais uma vez os ataques visaram essencialmente as infraestruturas energéticas do país, em cidades como Zaporijía, Odessa, Cherkasi, Kharkiv, Dnipropetrovsk e Poltava.

O governador da região de Zaporijia, Oleksandre Staroukh, informou que pelo menos "duas pessoas morreram e duas ficaram feridas" depois de os mísseis terem atingido casas de habitação na vila de Novossofivka.

Vários prédios foram destruídos, de acordo com fontes militares da região de Zaporijia, e um porta-voz do gabinete da autarquia já tinha relatado anteriormente sucessivas explosões nos arredores da cidade.

Em Kiev, os alertas antiaéreos foram ativados hoje de manhã e as autoridades locais pediram à população para procurar abrigos.

O chefe da administração militar regional, Oleksi Kuleba, também pediu para que não sejam divulgadas informações sobre a situação na capital ucraniana nas redes sociais, aconselhando a que sejam seguidas escrupulosamente as indicações das fontes oficiais.

O porta-voz do Comando da Força Aérea ucraniana, Yuri Ignat, disse temer novas vagas de ataques da Rússia contra infraestruturas críticas, como as que têm ocorrido desde meados de outubro.

Ignat referiu o lançamento de vários mísseis terrestres a partir do sul da Rússia, bem como a partir de navios nos mares Cáspio e Negro.

Também o vice-chefe do gabinete da presidência ucraniana, Kyrylo Tymoshenko, escreveu na sua conta da rede social Telegram que "o inimigo está a atacar novamente o território", reportando alertas de ataques aéreos em várias partes do país.

(notícia atualizada às 15h15)

*com Lusa

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