Rafael Correa, que deixou o poder em maio de 2017, incorre no risco de prisão num caso que, contudo, não pode ser julgado à revelia.

Durante uma audiência no Tribunal de Justiça, aberta e suspensa a 18 de setembro, e retomada na terça-feira, o procurador-geral Paul Perez acusou o ex-chefe de Estado (2007-2017) de ordenar o sequestro em Bogotá do antigo deputado Fernando Balda.

Balda, refugiado na Colômbia, dizia-se vítima de perseguição política. O antigo parlamentar foi forçado por várias pessoas a entrar num automóvel, com o objetivo de o trazer à força para o Equador, mas rapidamente foi libertado pela polícia colombiana, que intercetou o veículo.

O carismático, mas controverso Correa, de 55 anos, que vive desde julho de 2017 na Bélgica, de onde é natural a mulher, garantiu ser inocente e classificou todo o caso como "uma farsa", alegando que o sucessor e ex-aliado, Lenin Moreno, está por trás das acusações.

Vários pessoas reuniram-se na terça-feira diante do tribunal, localizado no norte do Quito, para manifestarem apoio ao ex-chefe de Estado.

O promotor também pediu que sejam julgados dois polícias detidos no Equador, além do ex-chefe dos serviços secretos Pablo Romero, que se encontra em Espanha, descrevendo-os como "autores de crimes de associação ilícita e sequestro de Fernando Balda".

Em julho, a Justiça equatoriana emitiu um mandado de prisão internacional contra Rafael Correa e Pablo Romero, e remeteu à Interpol um pedido para a extradição de Rafael Correa.

Segundo o advogado de Fernando Balda, Felipe Rodriguez, o antigo chefe de Estado incorre numa pena de até sete anos de prisão.

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