O líder do PSOE (Partido Socialista Espanhol) gostaria que o documento fosse a base de um acordo programático para que a extrema-esquerda venha a dar o seu apoio parlamentar a um executivo da responsabilidade exclusiva dos socialistas, como acontece em Portugal.

A oferta de Pedro Sánchez é vista como a última a oportunidade para desbloquear o atual impasse na formação de um Governo e evitar novas eleições legislativas gerais em Espanha.

A recusa do PSOE em formar um Governo de coligação com a presença de ministros de extrema-esquerda mantém “encalhadas” as negociações com o Unidas Podemos, a quem Sánchez oferece uma “terceira via”, a negociação do que denomina um “programa comum progressista”.

Os socialistas consideram que a sua proposta, com 300 medidas, está “muito em sintonia” com as políticas defendidas pelo Unidas Podemos, defendendo uma maior justiça social, fiscal e ecológica, dando prioridade à luta contra as alterações climáticas e transição ecológica.

Faltam três semanas, até 23 de setembro próximo, para o prazo limite de dois meses que a Constituição espanhola confere aos grupos parlamentares para encontrarem uma solução para formar um Governo, depois da tentativa frustrada de investidura de Pedro Sánchez em 23 e 25 de julho último.

Se o impasse se mantiver, o rei Felipe VI terá de marcar eleições para 10 de novembro próximo, as quarta “legislativas” no espaço de quatro anos.

O PSOE foi o partido mais votado nas eleições de 28 de abril último, mas com menos de 30% dos votos precisa do apoio de outras formações políticas, sendo essencial a do Unidas Podemos.

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