“Há que agradecer-lhe o ter sido presidente da Comissão Europeia, com altos e baixos, em que ele teve de enfrentar uma situação muito difícil, de um mundo em que alguns aliados da Europa, entre eles os Estados Unidos da América, ameaçaram entrar numa guerra comercial com a Europa”, sustentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência na Faculdade de Direito de Lisboa, o Presidente da República defendeu que Jean-Claude Juncker “tem mérito” por ter “enfrentado um período complicadíssimo”.

“Problemas com vizinhos como a Federação Russa”, debates sobre as migrações e “períodos críticos económicos e financeiros” foram os exemplos apontados pelo chefe do Estado português.

Relativamente ao discurso do presidente da Comissão Europeia sobre o Estado da União, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “há ali boas ideias e uma ideia central” que é, disse, “ou os europeus se unem e olham mais para os cidadãos europeus ou o projeto europeu sofre”.

“A Europa precisa do projeto europeu e o mundo precisa da Europa como um fator de equilíbrio, mas isso depende de os Estados encontrarem convergências e olharem mais para os cidadãos”, declarou.

Jean-Claude Juncker discursou hoje pela última vez sobre o Estado da União no Parlamento Europeu, dado que termina o seu mandato como presidente da Comissão em 2019, após as eleições europeias.

No seu discurso, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sustentou que “o mundo de hoje precisa de uma Europa forte e unida, uma Europa que trabalhe em prol da paz, de acordos comerciais e de relações monetárias estáveis, mesmo que outros estejam muito inclinados a escolher as guerras comerciais e monetárias”, numa mensagem implicitamente dirigida aos Estados Unidos.

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