Um "deslizamento de massas" junto a um troço da antiga estrada nacional 255 que liga Borba a Vila Viçosa, em Évora, abateu esta tarde.

Um troço de 100 metros dessa estrada abateu para dentro da pedreira que pertence à empresa Plácido José Simões SA e está desativada.

Na sequência da derrocada, a via está cortada ao trânsito.

Contactada pelo SAPO24, fonte das Infra-estruturas de Portugal informa que esta via não consta do plano rodoviário nacional e, portanto, não é da responsabilidade desta entidade. A via em causa dá acesso às pedreiras e armazéns na zona, segundo a mesma fonte.

Ao SAPO24, fonte do Comando entro Distrital de Operações de Socorro de Évora confirma a existência de várias vítimas mortais. "Há a suspeita de quatro a cinco vítimas mortais", referiu a Proteção Civil.

Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) indicou à agência Lusa que o aluimento de um troço da Estrada Nacional (EN) 255, no percurso entre Borba e Vila Viçosa, provocou a queda de “dois veículos civis” para dentro de “uma pedreira com 50 metros de profundidade”. A mesma fonte realçou que, além de fazer cair um “veículo ligeiro e uma carrinha de caixa aberta”, a terra com a água da pedreira provocou também o “deslocamento de uma retroescavadora com o maquinista e auxiliar”.

Segundo o INEM, foi avistada “a retroescavadora com o corpo de uma das vítimas”, mas não confirmou a situação desta pessoa, por “dificuldade de acesso”. Segundo a mesma fonte, a retroescavadora seria de uma empresa que opera numa das pedreiras da zona, enquanto os automóveis seriam de particulares e adiantou que o alerta foi dado às 15:45 e que as equipas de socorro não conseguiram, até cerca das 17:30, ter acesso às vítimas.

O INEM acrescentou que já acionou um helicóptero, uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER), uma ambulância de suporte imediato de vida (SIV) e diversas ambulâncias de várias corporações de bombeiros, além de uma equipa de psicólogos.

No local encontram-se ainda ao Presidente da Câmara Municipal de Borba, António José Lopes Ancelmo, e o vice-presidente e vereador da Proteção Civil, Joaquim Espanhol. As entidades camarárias estão a aguardar uma avaliação por parte das autoridades no local e remetem mais detalhes para um comunicado a ser emitido em breve.

"Lamentavelmente e tragicamente há mortos. Quantos? Não podemos dizer", disse António Anselmo, em declarações à agência Lusa, sublinhando que aguarda informações por parte das autoridades sobre o número de vítimas mortais.

Assumindo que se trata de um “dia triste” para o concelho de Borba, no distrito de Évora, António Anselmo afirmou que espera que sejam apuradas as causas do aluimento de terras, num troço da Estrada Nacional (EN) 255.

O piso da estrada abateu para dentro de duas pedreiras, que ficam contíguas à via, uma ativada e outra desativada, segundo fontes locais contactadas pela Lusa.

"Vamos ver o que é que se passou exatamente e agir de acordo com o necessário”, disse o autarca, eleito por um movimento independente.

Questionado sobre se existiam indícios de que a situação pudesse vir a ocorrer naquela estrada, António Anselmo rejeitou tratar-se de uma "tragédia anunciada".

"Eu penso que não, nunca na vida. É uma tragédia, é um acidente", afirmou.

Fonte da GNR de Évora explicou ao SAPO24 que a instabilidade do local está a dificultar as operações.

Um percurso de cerca de cinco quilómetros desta estrada está ladeado de pedreiras de mármores.


Última atualização às 20:05

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