Instituição pública estatutariamente independente, a EHRC estima, em comunicado, que este balanço está longe da realidade, um vez que falta recolher “informações exaustivas”, porque devido à situação de segurança o seu trabalho de inquérito “não pôde ser integralmente realizado”.

A EHRC explicou que está a investigar sobre “vítimas civis consecutivas nos combates entre as forças de segurança governamentais e as Fano”, milícias amhara, em 29 de janeiro, em Merawi, localidade a cerca de 30 quilómetros a sul da capital regional, Bahir Dar.

“Sob reserva de um inquérito aprofundado, as constatações desenvolvidas pela EHRC permitiram confirmar as identidades de pelo menos 45 civis executados pelas forças de segurança governamentais, acusados de apoiarem as Fano”, indicou a instituição.

A EHRC afirmou, por outro lado, que em 19 de janeiro “pelo menos 15 pessoas, entre as quais mulheres (…) foram mortas”, na localidade de Yeidwuha (cerca de 160 km a sul de Bahir Dar), “durante uma operação de buscas sistemáticas em casas, após os combates”.

O parlamento etíope prolongou no início de fevereiro, por quatro meses, o estado de emergência instaurado em agosto de 2023 em Amhara, para tentar – sem sucesso até ao momento — reduzir a insurreição das Fano, desencadeada por uma tentativa do governo federal de desarmar as forças amhara.

AH // SF

Lusa/fim

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