“Cá vamos outra vez, outra trafulhice dos democratas que nada fazem. Todo este trabalho deveria ter sido feito na Câmara, não no Senado”, escreveu hoje Donald Trump na sua conta pessoal da rede social Twitter.

O Presidente Donald Trump deverá ser julgado politicamente no Senado, provavelmente já nos próximos dias, no âmbito do processo de destituição onde é acusado de abuso de poder e obstrução ao Congresso, depois de ter pressionado o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar a família de Joe Biden, adversário político nas eleições presidenciais de novembro próximo.

A maioria democrata na Câmara de Representantes aprovou dois artigos de destituição que serão votados no Senado, onde uma maioria de 2/3 (improvável pela maioria republicana na câmara alta do Congresso) poderá demitir o Presidente.

Contudo, Trump considera que o julgamento político no Senado podia ter sido evitado se tudo tivesse ficado esclarecido durante o inquérito na Câmara de Representantes, usando a conta de Twitter para perguntar porque não lhe foi permitido um “julgamento justo” na câmara baixa do Congresso.

“Foi o inquérito mais distorcido e injusto na história do Congresso”, acrescentou o Presidente, lamentando que o processo se arraste agora para o Senado.

Pelo seu lado, a líder democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, também usou a sua conta no Twitter para acusar Trump e a maioria republicana no Senado por tentarem evitar que o julgamento político tenha novas testemunhas e o acesso a todos os documentos, para esclarecer o caso ucraniano.

“Não pode haver julgamento completo e justo no Senado se McConnell (líder da bancada republicana) bloqueia o Senado de ouvir testemunhas e de obter documentos que o Presidente Trump tenta ocultar”, escreveu a líder democrata.

Hoje, Pelosi anunciou a equipa de sete promotores para servir de acusação no julgamento político de Trump — liderada pelos dois presidentes de comités que conduziram o inquérito para destituição na Câmara de Representantes, Adam Schiff e Jerry Nadler — enquanto a bancada democrata no Senado procura obter apoio de republicanos para aprovar uma resolução que permita novas testemunhas no processo.

A pressão democrata acontece horas depois de a Câmara de Representantes ter divulgado informação de um assessor de Rudolph Giuliani, advogado pessoal de Trump, que apresentou novas provas do envolvimento do Presidente na pressão sobre o Governo ucraniano para que este investigasse a atividade da família Biden naquele país.

Os democratas consideram que estas novas provas precisam de ser verificadas e questionadas junto de novas testemunhas, incluindo o ex-conselheiro de segurança nacional John Bolton, que já se disponibilizou para ser ouvido no Senado.

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