O lançamento do livro — intitulado “Demasiado e nunca suficiente: como a minha família criou o homem mais perigoso do mundo” — acontece no meio de uma batalha legal, a quatro meses da eleição presidencial nos EUA.

Robert Trump, irmão de Donald Trump, tentou travar a edição do livro, nos tribunais, alegando que ele viola um acordo de confidencialidade que esta sobrinha de 55 anos, Mary Trump, tinha aceitado, em linha com o que fora estabelecido na herança de Fred Trump, pai do Presidente.

Contudo, na quarta-feira, um tribunal de recurso de Nova Iorque, suspendeu uma proibição temporária da publicação, que fora decretada dois dias antes.

O juiz disse que, a editora, Simon & Schuster, não estava abrangida pelo acordo de confidencialidade de Fred Trump e, por isso, poderia prosseguir com a publicação.

Ainda assim, o juiz adiou para mais tarde uma decisão sobre se Mary Trump estará a violar o acordo que a impede de revelar segredos de família, tendo marcado para sexta-feira uma audiência para esse processo.

Mary Trump, psicóloga, é filha de Fred Trump Jr., irmão mais velho do Presidente, que morreu em 1981, aos 42 anos de idade, com problemas de alcoolismo.

“Um Presidente em exercício que amordaça um indivíduo é a ilustração última de um comportamento perturbador que se percebe existir num país fraturado diante de uma pandemia global”, disse a autora, de acordo com um comunicado divulgado por um seu porta-voz ao jornal USA Today.

Neste livro de 240 páginas, Mary Trump relata eventos que testemunhou na casa dos seus avós em Nova York, onde Donald Trump e os seus quatro irmãos cresceram.

“Ela descreve um pesadelo feito de traumas, relacionamentos destrutivos e uma mistura trágica de negligência e abuso”, de acordo com a editora.

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