As projeções exibidas nos quatro televisores instalados na sala do hotel Altis, em Lisboa, neste dia transformada em sala de imprensa, geraram um ambiente de alegria, com militantes e simpatizantes a baterem palmas e a gritarem "PS".

Perante as projeções, os socialistas têm neste momento duas dúvidas: Se vencem com oito ou nove mandatos para o Parlamento Europeu e, por outro lado, se o PS tem mais votos do que o PSD e CDS-PP juntos.

Antes da divulgação destas projeções, quando entrava no Hotel Altis, o cabeça de lista do PS às europeias, Pedro Marques, referiu o aumento registado no número de inscritos fora de Portugal nos cadernos eleitorais, o que influencia as taxas de abstenção nestas eleições europeias.

"Foi um passo importante, assim como a experiência realizada ao nível do voto eletrónico. Infelizmente, a taxa de abstenção é historicamente elevada nestas eleições e até poderá ter acontecido que tenham votada mais pessoas nestas eleições. Vamos aguardar pelos dados definitivos", referiu Pedro Marques.

Segundo a projeção da RTP, realizada em parceria com a Universidade Católica, o PS obterá entre 30% a 34% dos votos para o Parlamento Europeu, 10 pontos acima do PSD, cujos resultados apontam para entre 20% a 24% dos votos.

A projeção da SIC é muito semelhante, com o PS a obter entre 30,9 a 34,9% dos votos, mas esta garante oito a nove mandatos aos socialistas, contra os oito que alcançou nas europeias de 2014.

PS fala em vitória socialista com reforço da esquerda e “clara derrota da direita”

A secretária-geral adjunta socialista, Ana Catarina Mendes, considerou hoje que, a confirmarem-se as projeções divulgadas pelas televisões sobre os resultados das eleições europeias, se está perante uma "clara vitória do PS" e uma "derrota da direita".

Esta posição foi assumida por Ana Catarina Mendes em conferência de imprensa, em Lisboa, pouco depois de a SIC, RTP e CMTV terem divulgado projeções que apontam para um triunfo dos socialistas nas eleições europeias.

"A confirmarem-se as projeções anunciadas agora estamos perante uma clara vitória do PS e uma clara derrota da direita", declarou Ana Catarina Mendes, recebendo uma salva de palmas dos militantes socialistas que a escutavam.

A "número dois" da direção do PS fez ainda uma referência aos parceiros que suportam o Governo no parlamento, BE e CDU (PCP e PEV), dizendo que as projeções também indiciam "um reforço" da esquerda em Portugal.

Segundo a dirigente socialista, os resultados previstos refletem a campanha que o PS fez ao longo de seis meses, que mobilizou "todo o PS, de norte a sul" do país e a "confiança" dos portugueses no seu projeto.

Ana Catarina Mendes sublinhou que a vitória "clara" do PS dá ao partido "maior responsabilidade para continuar a devolver a esperança e a estabilidade aos portugueses.

A secretária-geral adjunta aproveitou ainda para realçar que o sentimento em Portugal "não é um sentimento antieuropeu, onde possam crescer os populismos".

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