Em entrevista à agência Lusa, o deputado único do partido, que chegou nesta legislatura pela primeira vez ao parlamento, sabe que a eleição não “é um dado adquirido”, mas considera que esta meta eleitoral é um “objetivo realista” apesar de todas as dificuldades que não ignora.

“Este é um objetivo que temos, um objetivo realista, na medida em que aquilo que vamos vendo é cada vez mais pessoas a sentir e a pensar como nós e esse é um objetivo que queremos alcançar, de elegermos um eurodeputado, de sentarmos o planeta em Bruxelas”, aponta.

Para André Silva “não é muito fácil em Portugal e nas eleições europeias falar-se da Europa”.

“Aquilo a que nós temos assistido quer nas outras campanhas, quer agora, é que se fala de tudo, menos de Europa. Nós temos feito um esforço para não entrar no debate da espuma dos dias, das manchetes, dos casos a nível nacional através do Francisco Guerreiro [cabeça de lista do PAN]. Tem havido muito esforço para nos focarmos naquelas que são as nossas prioridades, as nossas mensagens para a Europa”, distingue.

Ciente das dificuldades que representa conseguir um lugar no Parlamento Europeu – em 2014 o partido obteve 1,72% dos votos - o deputado único do PAN critica a divisão do espaço mediático entre os partidos uma vez que “não é propriamente a mais justa e a mais correta”.

“É no mínimo estranho que as televisões façam debates com candidatos ditos principais, em que um deles é o cabeça-de-lista do PDR, que eu diria que, na melhor das hipóteses, teria de ter o mesmo tratamento que tem o PAN, isto é, não tem um representante neste momento no Parlamento Europeu”, condena, referindo-se a Marinho e Pinto.

Em jeito de resumo, o porta-voz do PAN assume que “é difícil” porque “pouco se fala da Europa” e devido à divisão do palco mediático “injusta, inadequada e desadequadamente daquilo que são as representações na sociedade de cada movimento político”.

Para André Silva, “os jovens estão cada vez mais conscientes e politizados” e, entre os 16 e os 18 anos, está “uma faixa etária que, neste momento, tem uma maior consciência e que tem um maior grau de capacitação e politização do que os próprios políticos para sentir e fazer agir os nossos decisores”.

“Isto só vem confirmar claramente que a mensagem que o PAN vem trazendo há anos e que, muitas vezes, é de alguma forma, vamos dizer, secundarizada ou menorizada nos debates parlamentares, ela tem eco profundo nas gerações mais jovens que estão mais atentas para esta problemática”, destaca.

Os jovens, prossegue o deputado do PAN, “vão herdar um planeta absolutamente esgotado e falido”.

“E as narrativas muitas vezes redondas e promissoras dos governos e as metas que vão propondo não se encaixam na urgência que os jovens percebem claramente que temos que ter”, explica.

Na linha do discurso que fez na cerimónia do 25 de Abril, no parlamento, André Silva deixa o aviso que “a bancarrota ambiental está anunciada”, mas que “pode ser revertida”, bastando para isso “só algo tão simples, mas tão complicado, tão difícil” que é aqueles que têm capacidade de supervisão e de intervenção o façam.

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