Em declarações à agência Lusa, o vereador dos serviços municipais e do Ambiente da Câmara de Monção, no distrito de Viana do Castelo, Agostinho Correia, especificou que a água voltou a correr nas torneiras em Longos Vales, Bela e Troviscoso, no domingo entre as 19:00 e as 20:00.

A falta de água começou na terça-feira, ao final do dia, em Longos Vales e em Bela. No sábado, afetou Troviscoso.

“O nosso problema não é falta de água, é o excesso de consumo. Na quinta-feira, registámos que nas partes mais altas das freguesias de Longos Vales e Bela havia uma redução do caudal dos depósitos. Na sexta-feira adaptámos mais uma bomba e começamos a bombear para os depósitos 85 metros cúbicos de água, por hora”, explicou Agostinho Correia.

Segundo o responsável, “durante o dia ainda havia algum causal nos depósitos, mas, durante a noite, o consumo excessivo, por exemplo, para encher piscinas, dificultava a chegada da água às zonas mais altas” daquelas freguesias.

“Ao final do dia, ainda havia água, com pouca pressão, mas como o consumo era, maioritariamente durante a noite, quando deixavam piscinas a encher, os depósitos ficavam sem causal”, referiu

Agostinho Correia adiantou que, “foi ainda detetada, debaixo da ponte de São Bento de Bela, uma rotura num tubo, entretanto, reparada”.

O vereador social-democrata frisou que “desde o início do mês o consumo de água disparou”, devido à chegada das emigrantes, visitantes e turistas.

Agostinho Correia adiantou que só no final do mês, feitas as leituras do consumo de água, é que vai perceber o volume de consumo, deste período.

À Lusa, Rosa Moreira, residente no lugar do Couto, na freguesia de Longos Vales, confirmou que o abastecimento de água voltou à normalidade, no domingo, ao final do dia.

“Na minha casa deixou de haver água na terça-feira, voltou no sábado, depois deixou de correr nas torneiras e, voltou no domingo à noite. A ver se vai continuar assim”, disse.

Rosa Moreira criticou “a ausência, por parte dos serviços municipais, de uma resposta concreta” quanto ao motivo da falta de água e das soluções para resolver o problema.

“A resposta que nos davam é que a água vinha hoje, amanhã e depois e, na minha casa, faz terça-feira oito dias, que vivemos na incerteza, sem podermos organizar a vida. Sem água não se faz nada”, observou.

Rosa Moreira não aceita que o aumento de consumo de água seja uma justificação para o sucedido.

“Há muitos anos que há emigrantes. Então Monção não está preparada para receber o dobro ou o triplo de população? Sendo assim, para o ano vamos ter o mesmo problema. Mais, ninguém enche uma piscina no mês de agosto. Enche em maio ou, junho. Não se enchem piscinas todos os dias”, apontou.

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