“Na rede de monitorização sismovulcânica instalada no vulcão das Furnas todos os dados registados até ao momento encontram-se dentro dos valores normais para esta região”, anuncia o CIVISA na sua página na Internet, na sequência de uma explosão de vapor, na quarta-feira, na caldeira Asmodeu, situada no campo fumarólico da freguesia das Furnas.

Segundo o CIVISA, “de facto, a explosão de vapor ocorrida encontra-se provavelmente relacionada com a obstrução do sistema de conduta pelo qual o fluido hidrotermal atinge a superfície, a qual terá produzido um incremento da pressão de vapor e originado a explosão”, notando que se trata “de um fenómeno muito localizado e superficial que não se repercutiu em qualquer registo anómalo no sistema de monitorização do vulcão das Furnas”.

O CIVISA explica que na quarta-feira “a erupção sucedeu após o total desaparecimento de água da caldeira” e, “após a explosão, a água surgiu com um aspeto lamacento”, adiantando que “de imediato foi estabelecido um perímetro de segurança para evitar a aproximação de pessoas do local”.

“(…) Esta caldeira já possuía um histórico relativamente a este comportamento caracterizado pela ocorrência de erupções de vapor ocasionais, intervaladas por várias dezenas de anos, tendo a mais recente ocorrido em 1990”, esclarece.

Hoje, uma equipa do CIVISA esteve no local “a realizar trabalhos de campo que consistiram na amostragem da emissão gasosa de várias fumarolas, na medição no solo do fluxo” de dióxido de carbono e de temperatura” e na obtenção de imagens térmicas, dados que “serão comparados com informação obtida anteriormente”.

O CIVISA refere que o episódio registado na quarta-feira “foi caracterizado pela projeção de uma coluna de água e vapor acompanhada por algum material sólido rochoso”, sendo que “a altura atingida e a dimensão e a distância alcançada pelos blocos projetados terá sido inferior à do episódio de 1990”.

“A explosão de vapor mais recente na caldeira Asmodeu ocorreu no dia 06 de novembro de 1990. Tratou-se de uma única explosão e a caldeira demorou mais de um ano a retomar o seu aspeto habitual de água transparente”, informa.

De acordo com o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores, que continua a acompanhar o evoluir da situação, “outras ocorrências têm data mais incerta e ter-se-ão registado em 1944-1945 e em 1840-1841”.

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