“A reunião foi muito pouco produtiva. Pretendíamos conhecer e dar contributos sobre as recomendações da DGS para o setor, mas ainda estão em elaboração”, lamentou a coordenadora da Feviccom, em declarações à agência Lusa.

Fátima Messias afirmou ainda que, apesar do setor da construção ser dos mais afetados pela pandemia de covid-19, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recusa-se a divulgar o número de casos de infeção, justificando-se com a necessidade de proteção de dados.

Porém, a federação sindical considerou que a proteção de dados não pode ser sobreposta à proteção da saúde, nesse sentido, e após outra reunião “vaga” com a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), vai pressionar o Governo a divulgar estes números apenas às entidades representativas do setor.

“Nós vamos mesmo pressionar, ao nível do Governo, para que nas reuniões sejam apresentadas conclusões concretas. Enviámos um pedido de reunião à ministra da Saúde [Marta Temido] e à ministra do Trabalho [Ana Mendes Godinho]”, sublinhou Fátima Messias.

A coordenadora da Feviccom revelou ainda ter recebido uma denúncia de uma obra em Algés, distrito de Lisboa, onde foram detetados 28 trabalhadores infetados.

Porém, conforme referiu, no setor, cada trabalhador infetado é isolado, mas “vem outro para o seu lugar porque para as empresas a obra não pode parar”.

A federação sindical disse ainda que vários trabalhadores têm medo de exercer a sua profissão com receio de serem infetados ou de infetar algum colaborador com covid-19.

De acordo com a Feviccom, da parte da DGS ficou a abertura para novos encontros, porém, a federação “não quer reuniões para nada”.

A pandemia de covid-19 já provocou quase 487 mil mortos e infetou mais de 9,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.555 pessoas das 40.866 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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