Fernando Rosas foi o primeiro a discursar no comício desta segunda-feira à noite em Torres Novas, distrito de Santarém, e trazia no guião aquelas que considera ser "as quatro coisas novas" desta campanha.

Na explicação da segunda novidade desta campanha eleitoral - o facto de, para o eleitorado, ter emergido à esquerda do PS uma esquerda "capaz de cumprir com responsabilidade os compromissos de devolver às pessoas uma parte dos seus direitos" - Rosas fez uma declaração.

"Gostámos da geringonça e ela foi um começo de justiça social para quem trabalha. Para nos é um passado respeitável, é um trabalho a continuar, é um caminho a prosseguir", enalteceu.

Foi precisamente em nome desta experiência que, já quarta e última novidade desta corrida eleitoral, o fundador do BE voltou a jogo com as maiorias absolutas e os avisos para o que considera serem os seus perigos.

"Pedimos, nestas eleições, ao eleitorado, duas coisas. Primeira que, pelo seu voto, impeça a repetição de qualquer maioria absoluta; segunda que reforce a esquerda à esquerda do PS, e antes demais a esquerda que fez drasticamente a diferença que é o BE, para podermos, como diz a cantiga, navegar", apelou.

Para Fernando Rosas, é possível dizer "sem abusar e sem exagero que da experiência própria que temos nas privatizações, nas nomeações dos lugares públicos, na gestão do interesse público, a maioria absoluta foi sempre o arbítrio absoluto, o abuso absoluto, o compadrio absoluto, o nepotismo absoluto, a corrupção absoluta".

O BE, segundo um dos seus fundadores, "não reivindica a paternidade "de tudo e de mais alguma coisa".

"Não temos que espetar bandeirinhas a dizer ?isto é nosso, isto é nosso, isto é nosso'. Não. O povo sabe. O eleitor sabe", disse.

O facto de os partidos de direita entrarem e saírem derrotados desta campanha - "a justiça democrática do povo português", defendeu - foi a primeira novidade apontada pelo bloquista.

Rosas apontou ainda "o papel essencial" do BE e dos partidos à esquerda "para romper as hesitações do PS.

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