O futuro político de França começou a decidir-se este domingo. Militantes e simpatizantes de centro-direita votaram nas primeiras primárias nacionais organizadas pelos conservadores franceses para eleger o candidato que irá disputar as presidenciais do próximo ano.

As urnas fecharam às 19h00, hora local (18h00 em Portugal). Os dois candidatos mais votados, François Fillon e Alain Juppé, enfrentar-se-ão novamente nas urnas no próximo domingo, 27 de novembro, uma vez que nenhum teve mais de 50% dos votos.

No total, eram sete os candidatos da direita na corrida ao Eliseu, seis homens e uma mulher. Além dos favoritos, o ex-presidente Nicolas Sarkozy e os ex-primeiros ministros Alain Juppé e François Fillon, também Bruno Le Maire, Nathalie Kosciusko-Morizet, Jean-François Copé e Jean-Fréderic Poisson foram a votos.

No momento em que estavam contabilizadas 8.400 das 10.228 assembleias de voto, o ex-primeiro-ministro François Fillon liderava com 44.1% dos votos, contra 28.4% de Juppé e 20.7% de Sarkozy.

Nicolas Sarkozy parabenizou os adversários, admitiu a derrota e anunciou a retirada da vida política. Disse ainda que irá votar em François Fillon na segunda volta, de quem as "escolhas políticas estão mais próximas".

O ex-Presidente francês acrescentou que não tem "qualquer sentimento amargo, nem de tristeza" e desejou "o melhor" para a França e para quem a liderar. Sarkozy deixou ainda um apelo aos seus apoiantes: "Nunca sigam o caminho dos extremos".

Terão participado na primeira volta destas primárias entre 3,9 e 4,3 milhões de pessoas, segundo uma projeção feita pela Elabe no encerramento das mesas de voto.

Esta participação expressiva é explicada pela importância da votação: o candidato da direita tem fortes hipóteses de ser eleito presidente daqui cinco meses muito provavelmente numa segunda volta, contra a candidata da extrema-direita Marine Le Pen. Dada a sua impopularidade e divisões, a esquerda no poder corre o risco de ser eliminada numa primeira volta.

Os votantes não precisavam de estar registados para participar nestas primeiras primárias abertas de centro-direita. Todos os cidadãos tinham acesso a uma das mais de dez mil mesas de voto distribuídas por todo o país. Apenas com uma condição: tinham de pagar dois euros, para as ajudas de custo da consulta - o que sobrar será utilizado na campanha eleitoral do vencedor -, e aderir à "Carta de Alternância" na qual declaram "partilhar os valores da direita republicana e de centro".

Será apenas no próximo domingo que a França decidirá que candidato deverá enfrentar Marine Le Pen em 2017, que lidera as sondagens presidenciais.

O primeiro-ministro francês Manuel Valls já admitiu que uma vitória da candidata nas presidenciais é possível e alertou para os riscos da sua eleição. Muitos esperam que Le Pen, caso consiga chegar a uma segunda volta das presidenciais, enfrente o candidato de centro-direita eleito nestas primárias, dada a impopularidade do Partido Socialista de François Hollande.

(Atualizado às 23h30)

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