Joaquim Evangelista, presidente Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) pede que seja aplicado um “castigo exemplar” ao jogador do Canelas, Marco Gonçalves, que agrediu o árbitro José Rodrigues no jogo com o Rio Tinto. "Não me revejo nesse tipo de práticas. Condeno-as veementemente, embora não estejamos a falar de futebol profissional, mas sim amador, não deixa de ser futebol", afirmou à margem do protocolo entre o Sindicato de Jogadores e o Conselho Nacional dos Supervisores financeiros, que decorreu no Banco de Portugal, em Lisboa.

“É importante que o fenómeno desportivo e a família do futebol comecem a dar exemplos. Há muita crispação no futebol, há muita tolerância em relação a estas práticas", disse. “Deve ter consequências exemplares. É inaceitável um colega agredir outro dentro das quatro linhas. Tem de haver respeito mútuo”, acrescentou.

Depois de médico e engenheiro, pais querem filhos... futebolistas

Destacando a importância da educação, Evangelista sublinhou que esta é uma das prioridades do Sindicato. “Queremos que os jogadores conciliem a escola com o desporto. É um dever de cidadania”, sublinhou durante a assinatura do protocolo e cooperação para a promoção da formação financeira dos jogadores de futebol.

“A seguir a médico e engenheiros, os pais querem que os filhos sejam futebolistas”, destacou ainda Joaquim Evangelista, presidente do SJPF, embora “tenham depois dificuldade em arranjar emprego”, sublinhou.

Ser futebolista “não é uma profissão menor e devem ter a sua formação financeira”, reforçou. Por isso, para Joaquim Evangelista, o “Plano Nacional de Formação Financeira é uma janela aberta e uma oportunidade. Faz a diferença”, congratulou-se.

Relembrando que a carreira de futebolista “é curta” e que há uma concentração do rendimento num curto período de tempo, Joaquim Evangelista, que em breve entregará ao Conselho de Supervisores Financeiros as linhas de ação desta formação, garante que o Sindicato irá, para já, “fazer um diagnóstico da classe para dar respostas concretas.

“Vamos atuar nos mais jovens e jogadores que terminam a carreira. Iremos aos balneários e vamos formar vários jogadores”, garante, adiantando ainda que haverá um modelo de “embaixador-jogador” para comunicar com os jogadores. E dá um exemplo. “Pedro Pauleta está a servir de embaixador no match fixing”, concluiu.

Carlos Costa (presidente do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros e governador do Banco de Portugal), Elisa Ferreira (administradora do Banco de Portugal), José Figueiredo Almaça (presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), Gabriela Figueiredo Dias (presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) estiveram presentes na cerimónia de assinatura do protocolo.

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