Jorge Almeida afirmou que o fogo que deflagrou na segunda-feira em Oliveira de Frades entrou no concelho de Águeda cerca das 01:00 de hoje e estava circunscrito neste concelho às 14:30.

“Eu diria que está completamente circunscrito [no concelho de Águeda]. Vamos ver, naturalmente, como evoluem as condições atmosféricas. Agora acalmou bastante em termos de vento e estamos a aproveitar para fazermos aquelas ações que são absolutamente fundamentais” para preparar a próxima noite, disse.

“Neste momento, [14:30] se não houver uma grande alteração de rajadas do vento, penso que o temos cercado”, sublinhou.

Segundo o autarca, durante a passada noite “foi extraordinariamente difícil” o combate direto ao incêndio, “porque o vento era muito intenso” até às primeiras horas da manhã de hoje, existindo também “quase completa ausência de visibilidade, impedindo que os meios aéreos pudessem atuar”. Apenas ao final da manhã foi possível uma intervenção com um helicóptero naquela frente de fogo.

“A nossa principal preocupação foi proteger as povoações e efetivamente conseguimos fazer essa proteção”, afirmou.

Segundo o autarca, o incêndio afetou sobretudo uma área florestal conhecida como o Curro, na freguesia de Macinhata do Vouga, sob tutela do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) que já tinha ardido há alguns anos e que tinha sido replantada, sendo constituída por pinheiros ainda muito novos.

“Agora, naturalmente esta regeneração vai ser mais difícil e vai ser um desafio porque não há pinheiros adultos”, salientou.

O incêndio que deflagrou na segunda-feira em Oliveira de Frades continuava, cerca de 24 horas depois, “bastante ativo”, com o vento a ser o “pior inimigo” do combate, disse à Lusa o comandante distrital de Operações de Socorro de Viseu, Miguel David, às 11:15, indicando que a cabeça de fogo estava a essa hora no concelho de Águeda e no concelho de Sever do Vouga.

A prioridade dos bombeiros está a ser “a defesa perimétrica de algumas aldeias” dos concelhos de Sever do Vouga e de Águeda, e “o confinamento de pessoas nessas aldeias, considerando que estão na linha de propagação do incêndio”.

O incêndio deflagrou na segunda-feira, às 11:24, na localidade de Antelas, freguesia de Arcozelo das Maias.

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