“Reafirmamos a nossa prontidão para o respeito vigoroso à Constituição da República para a consolidação dos esforços empreendidos pelo Presidente da República na busca de uma paz efetiva e sustentável, cujos resultados desfrutamos com a assinatura dos acordos”, disse o ministro da Defesa Nacional, Atanásio M’tumuke, falando em nome das FADM.

Atanásio M’tumuke discursava hoje na abertura do 20.º conselho coordenador do ministério que dirige.

Nesse sentido, a reunião vai debruçar-se sobre as ações necessárias à implementação do entendimento, no sentido de assegurar que o país viva em paz permanente, acrescentou.

Outro tema que vai merecer a atenção do conselho coordenador do Ministério da Defesa é a violência protagonizada por grupos armados em alguns distritos da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, frisou Atanásio M’tumuke.

A reunião vai durar três dias e decorre sob o lema “Setor da defesa na vanguarda da paz efetiva, unidade nacional e desenvolvimento nacional”.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, assinaram no passado dia 6 deste mês o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, encerrando, formalmente, meses de violência armada no país.

O entendimento segue-se à assinatura pelos dois líderes do Acordo de Cessação das Hostilidades Militares, no dia 1 deste mês, no Parque Nacional da Gorongosa, província de Sofala, centro do país.

A última vaga de violência entre as forças governamentais e o braço armado da Renamo, acompanhada com ataques a veículos em alguns troços da principal estrada do país, foi desencadeada pela recusa do principal partido da oposição em aceitar a derrota nas eleições gerais de 2014.

O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional será o terceiro entre as duas partes, uma vez que, além do Acordo Geral de Paz de 1992, que acabou com uma guerra civil de 16 anos, foi assinado em 5 de setembro de 2014 o acordo de cessação das hostilidades militares, que terminou, formalmente, com meses de confrontação na sequência de diferendos sobre a lei eleitoral.

Após a assinatura do acordo de 2014, o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas voltaram a envolver-se em confrontos, na sequência da recusa do principal partido da oposição em reconhecer os resultados das eleições gerais.

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