A ministra da Defesa Nacional recordou hoje, nas cerimónias do Dia do Exército, em Santarém, que, na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, Portugal foi chamado a reforçar a Aliança Atlântica no Flanco Leste, tendo iniciado “os preparativos necessários à projeção de uma Companhia de Atiradores e um destacamento de forças especiais para a Roménia, enquanto parte das Atividades de Vigilância Reforçadas (Enhanced Vigilance Activities) da NATO”.

A fonte especificou que, em breve, as forças estão na Roménia desde abril, num total de 222 militares, serão rendidas.

Helena Carreiras referiu, em Santarém, que Portugal irá participar na futura missão de treino da União Europeia para a Ucrânia atendendo às necessidades de formação identificadas pelas forças ucranianas e à "importância da componente terrestre neste cenário de guerra".

"A situação de volatilidade no Leste europeu e a ameaça que a Federação Russa representa a curto e médio-prazo para a segurança de toda a área euro-atlântica, representa uma vertente já acautelada na Diretiva para o Planeamento do novo ciclo de Forças Nacionais Destacadas, que emiti esta semana", afirmou.

Para Helena Carreiras, as "prioridades estabelecidas refletirão os novos focos de tensão internacional, reduzindo a dispersão em áreas não prioritárias, mas sem esquecer a atenção devida ao Flanco Sul", como estipula o "compromisso com uma abordagem de 360º à segurança, constante no novo Conceito Estratégico da NATO".

Neste momento, o Exército tem "empenhados 474 militares nas Forças Nacionais Destacadas, em contextos de conflitualidade muito diversos, destacando-se o investimento na estabilização da República Centro-Africana", disse, realçando "as oportunidades crescentes ao nível de comando que Portugal tem assumido nestas missões internacionais".

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