Antigo ministro da Educação, Benoît Hamon, de 49 anos, pertencente à ala mais à esquerda do Partido Socialista francês, classificou-se em primeiro lugar, com 35% dos votos, ultrapassando Manuel Valls, de 54 anos, representante da ala mais à direita, quando estão contados os sufrágios correspondentes a mais de um terço das assembleias de voto.

Encorajado pelos resultados das sondagens, Benoît Hamon defendeu, nos dias que antecederam esta primeira volta das primárias socialistas, “sentir que a [sua] hora tinha chegado”. A sua proposta principal é “um rendimento universal de 750 euros para cada cidadão francês”.

Manuel Valls entrou na corrida depois de o impopular Presidente francês, François Hollande, ter anunciado que não se recandidataria ao cargo no próximo escrutínio, que se realizará daqui a menos de cem dias, em abril e maio.

O vencedor destas primárias, que será encontrado na segunda volta, em 29 de janeiro, não tem garantias de conseguir chegar à segunda volta das presidenciais, estando a campanha a ser dominada pela direita (François Fillon) e pela extrema-direita (Marine Le Pen).

No final de uma campanha marcada por três debates televisivos em oito dias, o escrutínio mobilizou entre 1,5 e dois milhões de eleitores que tinham de escolher um de sete candidatos.

Estes números contrastam com os mais de quatro milhões de pessoas que se deslocaram às urnas para as primárias da direita, em novembro passado.

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