As autoridades contabilizaram 215 manifestações, cinco delas na capital, mas também em Nice, Estrasburgo, Bordeaux, Lyon, Lille e Montpellier.

A mobilização contra o passe sanitário criado para comprovar a vacinação anti-Convid-19 continua, mas tem vindo a enfraquecer nas últimas semanas, já que no último fim de semana os manifestantes atingiram 160 mil, e há quase 15 dias tinham atingido 175 mil, após 215 mil há três semanas, segundo os dados oficiais.

Os números reunidos pelo coletivo militante “Le Nombre” não foi divulgado, mas tinha contabilizado 323 mil no último fim de semana.

“Boicotamos este passe sanitário (…) vamos fazer uma terceira dose de boicote. No final, o passe cairá”, declarou, sobre os protestos, Florian Philippot, presidente do movimento dos “Patriotas”, ligado à extrema-direita.

Depois das autoridades terem anunciado uma terceira dose da vacina para as pessoas mais idosas e vulneráveis, este movimento prometeu mobilizar o país para uma greve geral, “se for preciso”.

Muitas pessoas manifestaram-se nas ruas sem máscara, e levando cartazes com frases de protesto como “Não ao passe sanitário”, “Não à discriminação”, “Não à intimidação. Liberdade”, enquanto outros, no caminho, insultavam os clientes de bares e restaurantes, chamando-lhes “colaboradores”, numa alusão aos que cooperaram com os alemães durante a ocupação da Segunda Guerra Mundial.

Segundo um estudo da consultora Odoxa Backbone, publicado na sexta-feira pelo jornal francês Le Figaro, 67% dos franceses são favoráveis ao passe sanitário que o presidente Emmanuel Macron não excluiu prolongar além de 15 de novembro.

A França, que tem 67 milhões de habitantes, está quase a ultrapassar a barreira dos 50 milhões de pessoas com pelo menos uma primeira dose da vacina anti-Covid-19.

A covid-19 provocou pelo menos 4.539.397 mortes em todo o mundo, entre mais de 218,96 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.785 pessoas e foram contabilizados 1.045.857 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

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