"Salientando positivamente a rejeição pelo povo francês de Marine Le Pen e do seu projeto de extrema-direita e xenofobia, a eleição de Emmanuel Macron como Presidente de França representa o aprofundamento das políticas que são causa da atual crise económica e social em França e da manutenção dos fatores que alimentam o crescimento da extrema-direita neste país", advogam os comunistas no texto hoje enviado às redações.

Emmanuel Macron, que venceu as eleições presidenciais no domingo, "não representa qualquer virar de página", diz o PCP, "mas sim a intensificação do programa de exploração e de retrocesso social em França e de aprofundamento do rumo neoliberal, militarista e federalista da União Europeia (UE)".

O PCP considera ainda que os resultados do sufrágio "expressam o descontentamento e o protesto do povo francês face às políticas que a direita e a social-democracia têm levado a cabo em França e na UE", expressando ainda "solidariedade à luta dos trabalhadores e do povo francês em defesa dos seus direitos e soberania".

O Presidente francês, François Hollande, anunciou hoje que a tomada de posse do presidente eleito, Emmanuel Macron, se realiza no domingo.

Hollande e Macron apareceram hoje juntos em público pela primeira vez desde que Emmanuel Macron se demitiu do cargo de ministro da Economia do governo de Hollande, em agosto, para lançar a sua candidatura presidencial.

O candidato independente centrista venceu a segunda volta das presidenciais, no domingo, com 66,1% dos votos, derrotando a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, que obteve 33,9%, segundo resultados totais divulgados hoje pelo Ministério do Interior.

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