"A alegria de viver, como se pode sentir aqui, a alegria partilhada e celebrada, reconcilia e torna-se no melhor antídoto capaz de desmentir todos aqueles que querem dividir-vos", declarou Francisco, numa mensagem aos jovens de diversas confissões religiosas, no Pavilhão do Maxaquene, na baixa da capital moçambicana.

"[Fiquem] atentos àqueles que vos querem dividir, que vos querem fragmentar", prosseguiu o chefe da Igreja Católica, muitas vezes ovacionado, durante a sua mensagem de cerca de 30 minutos.

Francisco considerou que a presença de jovens de diversas confissões religiosas no encontro de hoje é prova de que a diferença não é um fator de divisão, mas promove a convivência pacífica.

"Como faz falta nalgumas regiões do mundo a vossa alegria de viver, como faz falta nalgumas regiões do mundo a alegria de estarem juntos, de ter diversas confissões religiosas, mas filhos de uma mesma terra juntos", afirmou o líder da Igreja Católica.

Os jovens, continuou, devem manter a tenacidade que impede que lhes seja roubado o sonho de um presente e futuros melhores.

"Gostaria de dizer que não deixem que vos roubem a alegria, não deixeis de cantar, de expressar tudo que aprendestes da vossa tradição", encorajou o Papa.

O chefe da Igreja Católica chamou a atenção dos jovens moçambicanos para o risco de promessas vazias, que resultam no desencanto.

"Quantas promessas de felicidade vazias que acabam por mutilar vidas", disse.

O Papa Francisco cumpre hoje o primeiro de dois dias da visita a Moçambique, no âmbito de um périplo por África, que o levará também a Madagáscar e às ilhas Maurícias.

Francisco é o segundo chefe máximo da Igreja Católica a deslocar-se a Moçambique, depois de João Paulo II ter visitado o país em 1988.

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