Depois da exoneração, na quarta-feira, o assessor do ministro João Galamba levou o portátil para casa para fazer um backup de umas supostas "notas" tiradas durante a reunião entre a ex-CEO da TAP, o governo e o PS.

Segundo um comunicado enviado por Frederico Pinheiro, e que o Jornal Público dá nota, o gabinete de João Galamba respondeu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à TAP "de que não existiam notas" da referida reunião.

"Nesse momento, Frederico Pinheiro indica à técnica que, como sabia, que tal era falso e que (...) era provável que fosse chamado à CPI e seria obrigado a contradizer a informação que estava naquela proposta, com a qual discordava", diz o comunicado publicado pelo jornal.

Ainda de acordo com o comunicado do assessor adjunto, no dia seguinte, o ministro das infraestruturas contactou-o por mensagem e por telefone onde o assessor lhe comunicou que a "decisão em não revelar a existência das notas teria de ser revista", sugestão que terá causado uma "reação irada" por parte do ministro.

Depois de ter sido demitido, o adjunto levou o computador que tinha as notas da reunião para casa com o objetivo de fazer um "backup" para se defender caso fosse chamado à CPI, escreve o Público.

Ainda na nota enviada a alguns meios de comunicação social, o agora adjunto exonerado do ministro João Galamba alega que afinal "foram duas reuniões preparatórias" antes da audição de Christine Ourmières-Widener no parlamento.

De acordo com o jornal Expresso, Frederico Pinheiro foi o coordenador das reuniões preparatórias.

(notícia atualizada às 19h32)

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