Em declarações à agência Lusa, cerca das 21:50, fonte dos bombeiros revelou que já não havia nenhum risco de incêndio e que a “ocorrência estava concluída”.

Entretanto, a empresa responsável pela central, Turbogás, informou que “está a apurar as causas do sucedido e prestará todos os esclarecimentos necessários às entidades oficiais”.

“Foram de imediato tomadas todas as medidas necessárias ao controlo da ocorrência, não existindo quaisquer riscos de incêndio, nem de contaminação ambiental, podendo o incidente considerar-se desde já ultrapassado”, lê-se numa nota enviada às redações.

De acordo com a Turbogás, foram mantidos contactos com as entidades oficiais.

O risco de incêndio na Central Termoelétrica da Tapada do Outeiro era, pelas 19:30, médio/baixo depois de conseguida a contenção da fuga de óleo, disse à Lusa o presidente da câmara, Marco Martins, na ocasião.

Segundo o autarca, “houve uma fuga de óleo do sistema de lubrificação”, óleo que estava “a mais de 300 graus de temperatura”, situação que podia gerar um incêndio na “central responsável pela produção de 12% da eletricidade consumida em Portugal”.

“Primeiro foi ativado o plano de emergência interno e todos os meios de acordo com o previsto no sentido de conter a fuga e depois arrefecer as exposições, ou seja, as proximidades para evitar que o calor do óleo se pudesse propagar e provocar alguma ignição”, continuou.

E prosseguiu: “neste momento [19:30] o óleo está contido, a temperatura está muito mais baixa e o risco de incêndio, que há uma hora atrás era muito elevado, neste momento é médio/baixo. A situação tende a ficar controlada”.

Admitindo que a normalização da situação “pode demorar duas ou três horas”, o autarca informou que devido ao acidente “teve de se parar a produção numa das turbinas” o que faz com que a central “esteja agora com dois terços da produção”.

Marco Martins disse ainda que “em princípio não haverá quebra de fornecimento de energia” dado ser sexta-feira e a maioria das “empresas fecharem para gozo do fim de semana”.

O autarca socialista acrescentou sobre o “eventual derrame de óleo para o rio [Douro]” que a situação “está calculada” e que a central dispõe de “tanques de retenção para todo o óleo que se perdeu”.

Questionado pela Lusa sobre o volume do derrame, Marco Martins disse tratar-se “de muitos milhares de litros de óleo”.

No local estiveram os Bombeiros de Melres, Gondomar, Valbom, São Pedro da Cova, Areosa/Rio Tinto e de Crestuma, num total de 28 operacionais apoiados por oito viaturas.

Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro do Porto não se registaram feridos nem houve necessidade de evacuar ninguém das casas, as mais próximas situadas a cerca de 300 metros de distância.

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