O parlamentar, que falava em conferência de imprensa, na cidade da Horta, ilha do Faial, declarou que, face à destruição do porto das Lajes das Flores, o executivo açoriano deve definir o tipo de embarcação ou embarcações que “considera adequadas” e qual a frequência das viagens a realizar para fazer face às necessidades de abastecimento.

A passagem do furacão "Lorenzo" nos Açores, em 02 de outubro, provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, anunciou na segunda-feira o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro.

“No total, o furacão 'Lorenzo' provocou um prejuízo cujo valor se aproxima dos 330 milhões de euros em várias ilhas dos Açores, em áreas como infraestruturas portuárias e de apoio à atividade portuária, rede viária e outros equipamentos públicos, na habitação, nas pescas, na agricultura e no setor empresarial privado”, afirmou o líder do executivo regional, em conferência de imprensa, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O governante declarou que a situação do Porto das Lajes das Flores “assume maior gravidade, tendo em conta o grau de destruição completa que se verificou”, estimando-se que o prejuízo registado “possa ascender a mais de 190 milhões de euros”.

O deputado João Corvelo quer ainda saber quando se vai começar a transportar o gado vivo à espera nas Flores e quantas ligações serão necessárias para desenvolver esta operação.

Relembrando que a partir de 20 de outubro o Fundo Regional de Coesão deixará de assumir os fretes marítimos e as despesas portuárias das viagens para o transporte de bens e mercadorias desde as ilhas Terceira e Faial até às Flores, o deputado considerou que os custos a partir daquela data “não devem ser imputados aos comerciantes florentinos”.

De acordo com o comunista, “naturalmente (os comerciantes) fariam esses custos adicionais repercutirem no custo final dos bens e mercadorias que vendem aos cidadãos florentinos”.

“A Ilha das Flores não pode voltar 30 anos no tempo e ficar incapacitada de regularmente exportar e importar bens e mercadorias, o que traria terríveis implicações na sua dinâmica económica, em especial nas empresas de comércio e venda a retalho”, declarou João Corvelo.

Na defesa dos postos de trabalho das empresas do comércio e para "retomar a normalização" da vida económica das Flores “é necessário que seja dada pelo Governo Regional a garantia de plena regularidade de abastecimento de bens de consumo à Ilha das Flores”, concluiu.

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