Este pedido de licenciamento aguarda parecer da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), mas, entretanto, a Câmara e a Assembleia Municipal de Odemira aprovaram, por unanimidade, a Declaração de Projeto de Relevante Interesse Municipal para a criação de uma Central Fotovoltaica no concelho.

Na página da Internet, a autarquia refere que "não significa qualquer compromisso vinculativo por parte da autarquia [com a Galp Power] e não dispensa o necessário procedimento de licenciamento", explicando que "a Declaração de Projeto de Relevante Interesse Municipal é requisito para a obtenção de licença de produção emitida pela Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG)".

A Galp pretende implementar o projeto na zona sul do concelho, próximo do aglomerado rural da Choça, na Freguesia de S. Teotónio, uma área que não está inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina nem nos Sítios da Rede Natura 2000, lê-se na mesma nota.

Questionada pela Lusa, a Galp recusou confirmar este projeto, reafirmando apenas a intenção de investir em energias alternativas.

Há precisamente um ano, em fevereiro de 2017, o presidente executivo da petrolífera revelou a intenção da Galp Energia investir em produção de energia renovável, acompanhando a tendência de descarbonização do setor, o que remeteu para lá de 2018, ano em que a petrolífera deverá ter fluxo de capitais positivo.

Na apresentação aos analistas e investidores em Londres, Carlos Gomes da Silva, manifestou, na altura, "a ambição de acompanhar a transição para o baixo carbono".

"Não podemos ser indiferentes àquilo que se passa à nossa volta: todas as tendências levam a uma descarbonização da energia. Chegamos [às renováveis] na altura em que a tecnologia começa a ser competitiva em base de mercado sem ter de receber qualquer tipo de subsidiação. Acho que este é que é o modelo. Nunca antes de 2018. Enquanto não tivermos 'cash flow' [fluxo de caixa] positivo não nos vamos expor a projetos que não fazem parte do 'core business' [atividade central]" da empresa, disse então o gestor.

De acordo com o semanário Expresso, a petrolífera nacional terá já um acordo para a aquisição de centrais fotovoltaicas que receberam luz verde para avançar, referindo que em causa estão alguns dos projetos de Miguel Barreto, antigo diretor-geral da DGEG.

Na terça-feira, a Galp Energia apresenta um novo plano de negócios para os próximos cinco anos, num encontro com investidores em Londres, dia em que também divulga os resultados relativos a 2017.

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