Em outubro de 2019, a General Motors, a Toyota e a Fiat Chrysler anunciaram o seu apoio no processo contra a Califórnia, argumentando que as medidas que envolvem emissões de poluentes devem ser estabelecidas a nível federal. Neste caso, o governo de Trump adotou uma postura de confronto em relação às normas da Califórnia, que adota padrões ambientais severos em relação ao restante país.

No entanto, a gigante americana anunciou agora a sua retirada imediata do processo e convocou as outras marcas a fazerem o mesmo, segundo uma carta da diretora executiva da empresa, Mary Barra, destinada a organizações de defesa do meio ambiente.

Mary, que se reuniu com o presidente eleito este mês e teve uma relação complicada com Trump, disse acreditar "que o governo Biden, a Califórnia e a indústria automóvel americana poderão encontrar, em conjunto, um caminho que trará um futuro totalmente elétrico".

A executiva indicou que se sentiu "inspirada" pelo plano de Biden, "que mostra uma intenção clara de ampliar a eletrificação dos veículos nos Estados Unidos, criar 1 milhão de empregos, instalar 550 mil estações de carregamento e colocar as empresas e os trabalhadores do setor automóvel em posição de ganhar a corrida da eletrificação".

Biden celebrou o anúncio feito pela empresa. "É uma notícia animadora para a nossa economia, para o nosso planeta e para o longo sucesso das empresas automóveis americanas. A decisão da General Motors confirma quão pouco acertados são os esforços do governo de Trump para corroer o engenho americano e as defesas do país contra a ameaça climática", declarou.

A GM anunciou na semana passada que iria aumentar os seus investimentos em veículos elétricos e autónomos em 7 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos.

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