O anúncio foi feito por Rosa Monteiro no âmbito do seminário “Tráfico de Seres Humanos – Intervenção com Vítimas”, em Lisboa, onde a governante explicou que se trata de uma resposta que vai ao encontro de várias orientações internacionais e das necessidades sentidas por quem trabalha no terreno.

“Houve uma organização que se candidatou aos financiamentos do POISE [Programa Operacional Inclusão Social e Emprego]. Estamos neste momento a acompanhar esta entidade na concretização deste projeto e contamos que entre em funcionamento ainda este ano”, adiantou a secretária de Estado à Lusa.

De acordo com a governante, este será um projeto-piloto que vai funcionar na zona centro do país e que irá colmatar a ausência de uma resposta específica para os menores desacompanhados sinalizados como vítimas de tráfico.

“São situações específicas que carecem de respostas específicas, de cuidados, de proteção, da salvaguarda da privacidade e sigilo muito particulares e quisemos ter esta resposta”, justificou Rosa Monteiro, não associando a criação do centro de acolhimento a um possível aumento do número de casos.

Este centro de acolhimento vai ter capacidade para oito crianças, numa primeira fase, havendo já casos que poderão ser encaminhados.

Além do apoio financeiro que vem via POISE, este centro de acolhimento vai ter direito a um apoio complementar por parte do Governo, via jogos sociais.

“Considerou-se que era de facto necessário e importante esse reforço até porque uma casa para crianças tem de ter algumas características especiais”, apontou.

No global, este tipo de resposta tem um apoio financeiro previsto de 208.500 euros através do POISE, mais 903.500 euros via jogos sociais.

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