“Consideramos que não há nenhuma razão para suspender o apoio à Autoridade Palestiniana. Não estamos a falar do Hamas, não há nenhum apoio da UE ao Hamas”, destacou João Gomes Cravinho, em declarações à RTP.

O chefe da diplomacia portuguesa frisou que considerar que todos os palestinianos são “culpados por igual” seria “a melhor forma de radicalizar a população palestiniana”.

“Grande parte não se revê nestes ataques do Hamas e temos de fazer essa distinção. Não temos nenhuma vantagem em suspender o apoio à Autoridade Palestiniana”, apontou o ministro.

O comissário para a Política de Vizinhança e Alargamento, Oliver Varhelyi, disse hoje que a Comissão Europeia ia suspender a totalidade do apoio prestado aos palestinianos, contradizendo o que a própria Comissão tinha referido pouco antes.

A Comissão Europeia esclareceu depois que vai haver uma revisão profunda da assistência financeira prestada à Palestina, sem incluir a suspensão da ajuda humanitária à população, mas os pagamentos podem ser alterados em função da avaliação feita.

“A Comissão condena inequivocamente o ataque terrorista perpetrado pelo Hamas contra Israel no fim de semana. Na sequência destes acontecimentos, a Comissão vai lançar hoje uma revisão urgente da assistência da União Europeia [UE] para a Palestina”, refere um comunicado divulgado ao início da noite de hoje.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 países da União Europeia (UE) vão reunir-se de emergência esta terça-feira por causa do agravamento do conflito israelo-palestiniano.

João Gomes Cravinho indicou ainda que irá participar nesta reunião, onde o tema do apoio da UE aos palestinianos será um dos assuntos em discussão.

O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação “Tempestade al-Aqsa”, com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.

Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que batizou como “Espadas de Ferro”.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está “em guerra” com o Hamas.

O mais recente balanço do Ministério da Saúde palestiniano registava pelo menos 560 mortos devido aos ataques aéreos israelitas em Gaza – incluindo dezenas de menores e mulheres – o que elevava para mais de 1.250 o total de mortes nos dois lados na sequência dos confrontos armados iniciados no sábado.

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