Ana Catarina Mendes falava logo após a interpelação de Rui Rio ao primeiro-ministro, em que criticou António Costa por ter formado "o mais caro e o maior Governo da História de Portugal", batendo mesmo o executivo de Vasco Gonçalves em 1975, e de ter prometido que exigirá esclarecimentos sobre o conjunto de contratos para a exploração de lítio, envolvendo o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, João Galamba.

"O senhor deputado Rui Rio mostra bem ao que vem e dá corpo à sua afirmação de que o lugar de deputado talvez não seja prestigiante. É que optou pela demagogia, pelo populismo e pela insinuação, em vez de dignificar o debate do programa do Governo", afirmou a presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Ana Catarina Mendes considerou depois que "se espera mais de um líder da oposição do PSD" e que "se espera mais de um deputado que esteve no parlamento há 18 anos e que devia honrar o seu mandato".

Na sua intervenção, a líder da bancada socialista deixou também avisos à bancadas à esquerda do PS, alegando que, nas últimas eleições legislativas, "os portugueses votaram na estabilidade política".

"Votaram na continuação do sucesso alcançado na anterior legislatura. Os portugueses não perceberão que haja retrocessos nesta legislatura, mesmo que a direita toda junta assim o queira", disse.

A presidente do Grupo Parlamentar do PS, no plano político, colocou como prioridade uma "atenção especial" à classe média, através de um acordo de rendimentos em termos de concertação, com a adoção de um programa de rendas acessíveis e a introdução de uma maior progressividade nos escalões do IRS.

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