Num comunicado enviado à Lusa, o ministério não se refere explicitamente à demissão da administração, hoje divulgada pela comissão de trabalhadores e dos sindicatos, refere a necessidade de "uma reorientação da empresa Arsenal do Alfeite, através de uma estratégia que reforce e aprofunde a capacidade de criação de valor e de internacionalização da empresa".

A decisão de nomear novos administradores foi comunicada esta semana pelo Governo à administração do Arsenal do Alfeite, que hoje informou a comissão de trabalhadores e o Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas e Empresas de Defesa (STEFFAs).

Os novos administradores "serão eleitos pelo acionista Estado" logo que "estiver concluído todo o processo legal para o efeito", lê-se no esclarecimento, em que é assinalado que o "Governo norteia o processo de formação das equipas em função dos objetivos fixados para as empresas em causa e para a economia da Defesa como um todo".

"As novas equipas de gestão serão submetidas, nos termos da lei, a apreciação pela CRESAP [Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública], e é convicção do Governo que as mesmas reúnem o conjunto de competências, experiência do setor, e de novas áreas de negócio, que permitirão concluir com sucesso o processo de reestruturação iniciado em 2014", escreve o Ministério da Defesa.

Na sequência da reestruturação das participações do Estado no setor da Defesa, o executivo considerou “imprescindível proceder também a uma reorientação da empresa Arsenal do Alfeite, através de uma estratégia que reforce e aprofunde a capacidade de criação de valor e de internacionalização da empresa”.

E considerou “imperioso o aproveitamento do enorme ‘know-how’”, nomeadamente “ao nível da engenharia naval” e “desenvolver uma estratégia de promoção e internacionalização da prestação de serviços e diversificação de clientes”, de acordo com o comunicado.

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