“Não vou comentar sobre o fornecimento de armas e munições. É um assunto delicado. Que seja uma surpresa para o inimigo”, disse o ministro, numa mensagem divulgada hoje nas redes sociais.

“Uma coisa é certa: há progressos significativos”, acrescentou Oleksii Reznikov.

Segundo o ministro, nos últimos três dias, foram entregues mais de 50.000 capacetes e partes de coletes à prova de balas, sendo que o exército ucraniano também irá receber uniformes que foram preparados para a NATO.

“Estamos ‘a intercetar’ aos fornecedores uniformes já produzidos, destinados aos exércitos da NATO. Não importa se os nossos defensores estiverem vestidos de maneira diferente. O que é importante é que tenham o que precisam para derrotar o inimigo”, disse o ministro, acrescentando que os soldados ucranianos mostram, “em todas as zonas de defesa, grandes habilidades, e destroem os invasores russos”.

Embora o ministro não tenha adiantando de onde virão as armas e munições conseguidas junto dos parceiros, a Hungria avisou hoje que não vai autorizar o transporte pelo seu território de armas e equipamentos letais para a Ucrânia, embora permita o estacionamento e a passagem de forças da NATO.

As decisões foram publicadas num decreto assinado pelo primeiro-ministro húngaro, o ultranacionalista Viktor Orbán, que também autoriza a passagem pelo país de ajuda humanitária e sanitária para a vizinha Ucrânia.

O Governo da Hungria, membro da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, também conhecida como Aliança Atlântica), já tinha afirmado, em várias ocasiões desde o início da invasão russa à Ucrânia, que não enviaria armas para o país vizinho porque não quer envolver-se na guerra.

Budapeste também não pediu ajuda à Aliança Atlântica para defender as suas fronteiras, como fizeram outros Estados-membros do pacto militar, especialmente os vizinhos da Ucrânia.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,7 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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