Segundo uma nota dos socialistas Odete João, Margarida Marques e António Sales, o anúncio da tutela surge em resposta a uma pergunta feita no mês de outubro de 2018 pelos deputados de Leiria.

Os deputados informam que a reposta do ministério refere que está ainda "em análise a possibilidade de uma intervenção infraestrutural", que pode vir a ser "considerada no âmbito da reprogramação de fundos referente ao programa Portugal 2020".

A tutela reconheceu as "necessidades apresentadas" pela escola em questão, garantem.

"O Ministério da Educação, no âmbito da planificação do investimento em infraestruturas escolares, encontra-se permanentemente a desenvolver esforços que permitam modernizar as instalações das escolas, dotando-as das estruturas necessárias à boa execução do seu projeto educativo", adiantou a tutela aos deputados.

Os socialistas tinham alertado o Governo para o "conjunto de problemas nos blocos de aulas, que exige uma intervenção urgente" na ESALV.

Odete João, Margarida Marques e António Sales lembram que o Executivo já executou "obras de melhoramento neste estabelecimento de ensino, nomeadamente no pavilhão gimnodesportivo da Gândara dos Olivais, que serve a ESALV, no valor de cerca de 250 mil euros, com uma cobertura nova, um sistema de iluminação mais eficiente, pintura interior e piso requalificado".

"A cozinha foi também totalmente renovada e o amianto dos passadiços retirado. Todavia, os blocos de aulas não sofreram qualquer requalificação, numa escola que foi inaugurada em 1982", afirmaram, sublinhando que "os cinco blocos de aula têm, ainda, telhados de fibrocimento".

Os deputados entendem, contudo, que o Governo tem de dar continuidade às obras urgentes: "Os balneários do pavilhão gimnodesportivo estão degradados, as casas de banho dos alunos estão em mau estado e os sanitários a precisar de reposição. É urgente a reestruturação da rede elétrica e informática", uma vez que "a existente é insuficiente e a ineficiência energética é um problema grave, com custos acrescidos".

"Existe desperdício de água, por deficiência nas canalizações e das torneiras existentes".

Na semana passada, a diretora da ESALV, Celeste Frazão, denunciou à Lusa a falta de obras, exigidas há vários anos para colmatar a falta de isolamento, que impede a eficácia do aquecimento.

Desde a vaga de frio que os alunos assistem às aulas de gorro, luvas e mantas, e os professores lecionam de casaco vestido para enfrentar o frio que sentem nas salas.

"Chove em três salas, cuja cobertura do teto é de amianto, as caixilharias são velhas, as janelas não têm qualquer isolamento, há humidade em paredes e tetos. Éramos a escola de Leiria que mais precisava de obras e foi aquela que ficou de fora das intervenções da Parque Escolar, apesar de o projeto ter sido concluído".

A escola gasta em eletricidade e gás uma média de quatro mil euros mensais, quando as temperaturas mais descem.

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