"Em todo o mundo, em mais de mil cidades está a acontecer este regresso à ação sob o mote de não aceitarmos mais promessas vazias. Não só em Portugal, mas em todo o mundo o que os governos fizeram foi insuficiente", defendeu hoje em declarações à Lusa, a porta-voz do coletivo em Lisboa, Bianca Castro.

"Temos menos de sete anos até esgotarmos o nosso orçamento de carbono, portanto é mais importante do que nunca continuar a crescer esta mobilização por justiça climática que é justiça social", frisou.

De acordo com a ativista, em Portugal o foco está na urgência de resolver a crise climática através de uma "transição justa" que vai ajudar "a erradicar as outras crises" - económica, social e cultural -, "e a conseguir um futuro digno para todos".

Os jovens do coletivo exigem o fim de projetos que aumentem os gases com efeito de estufa, como é o caso de expansões aeroportuárias, e defendem o investimento e a requalificação da ferrovia e da rede de transportes públicos.

As ações de protesto em Portugal decorreram hoje em cerca de 20 localidades, algumas físicas, mas com opção 'online', segundo a informação divulgada na véspera: Alcácer do Sal, Aveiro, Bragança, Caldas da Rainha, Coimbra, Entroncamento, Évora, Guimarães, Lamego, Lisboa, Mafra, Montijo, Odemira, Pico, Porto, Setúbal e Viseu.

O movimento 'Fridays For Future' surgiu em 2018 quando a jovem ativista sueca Greta Thunberg protestou durante três semanas escolares em frente ao parlamento sueco, a favor da justiça climática.

O coletivo de estudantes, “Greve Climática Estudantil”, surgiu em resposta à convocatória internacional e luta pela justiça climática desde 2019, através de núcleos locais espalhados por todo o país.

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