“Não tenho nenhuma informação de que seja verdade”, disse João Pedro Matos Fernandes numa conferência, realizada hoje na sede da Entidade Nacional para o Setor Energético, em Lisboa.

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia denunciou a existência de pelo menos duas esquadras da PSP fechadas e agentes “a trabalhar 24 horas” devido à “falta de efetivos”, que se agravou com a greve dos motoristas.

A PSP “não esteve sequer a realizar transporte na manhã de hoje”, disse o ministro, admitindo que, “obviamente, a PSP está a acompanhar aquilo que é a necessidade de segurança, particularmente perto das refinarias”.

O ministro lembrou ainda que “os efetivos que existem no país têm de ser distribuídos de acordo com as necessidades e esta é uma necessidade evidente”.

Segundo avançou à Lusa o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, “há esquadras encerradas”, pelo menos em Ermesinde, no Porto, e em Alhandra.

“A continuarmos [com a greve dos motoristas] vai haver mais, porque o efetivo não estica. Há uma sobrecarga preocupante. Consegue-se ir aguentando, mas não dá para aguentar sempre. O ritmo imposto [devido à paralisação dos motoristas e aos serviços exigidos à PSP] não dá para muitos dias”, explicou.

O responsável pediu ao Governo para “encontrar uma solução” para o problema, que vai piorar com o prolongamento da greve que está hoje no quarto dia, devido à “falta de efetivos” na PSP e à necessidade de “retirar elementos de outros locais e serviços” para acorrer a serviços relacionados com a paralisação.

Segundo o responsável, a PSP tem “20 mil polícias, mas com capacidade operacional não existirão mais de 14 mil”.

A greve em curso, que começou na segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

A Antram assinou na quarta-feira à noite um acordo relativo ao contrato coletivo de trabalho com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), afeta à CGTP e que não participa na greve de motoristas.

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