O grupo desconhecido, com cerca de uma dezena de pessoas, entrou a pé na aldeia, pertencente ao posto administrativo de Mucojo, distrito de Macomia, pelas 21:00, e começou a deitar combustível e a atear fogo às casas de construção precária.

Toda a população fugiu e não houve vítimas, de acordo com relatos de residentes.

Segundo os mesmos relatos, dezenas de casas terão sido destruídas, e poucas escaparam ao fogo.

O ataque aconteceu depois de um outro registado na quarta-feira, pelas 22:00, feito ao centro de saúde em construção numa outra aldeia da região, Malinde, situada junto à costa no distrito de Mocímboa da Praia, disse fonte das autoridades à Lusa.

Além dos danos materiais, não houve vítimas a registar.

Povoações remotas da província de Cabo Delgado, situada entre 1.500 e 2.000 quilómetros a norte de Maputo, têm sido atacadas por desconhecidos, desde outubro de 2017, provocando um número indeterminado de mortos, na ordem das dezenas, e um número ainda maior de deslocados.

Os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação, nem deram a conhecer as suas intenções, mas investigadores sugerem que a violência está ligada a redes de tráfico de heroína, marfim, rubis e madeira.

Os ataques acontecem numa altura em que avançam os investimentos de companhias petrolíferas em gás natural na região, mas sem que até agora tenham entrado no perímetro reservado aos empreendimentos.

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