Em declarações à agência Lusa, o deputado Luís Testa, coordenador na comissão parlamentar de Economia, disse que, embora já estivesse prevista a audição da administração dos CTT, a notícia de hoje fez com que os socialistas reforçassem o requerimento, para que a audição “não seja urgente, mas emergente”.

O anúncio “é manifestamente contraditório com a necessidade de reforçar a estrutura dos CTT, para prestar o serviço público que está contratualizado com o Estado”, disse o deputado, segundo o qual os CTT “prestam mal o serviço público”.

“Fomos surpreendidos hoje por esta notícia inusitada, veiculada pela administração dos CTT, de que estaria em operação um emagrecimento da estrutura, que já presta mal o serviço público e que ascendia ao despedimento de 800 trabalhadores, num prazo de três anos”, disse o deputado, acrescentando que, face a essas notícias, é imperativo ouvir a administração dos CTT antes do Natal.

E justificou: “Porque não me parece lógico que esta notícia seja dada da forma como foi, na quadra em vivemos, e colocar em sobressalto 800 trabalhadores. Portanto, o PS quer ouvir a administração dos CTT no sentido de recolher todos os cabais esclarecimentos sobre esta notícia que a nós nos parece absolutamente inusitada”.

Luís Testa salientou que o PS está empenhado em que a audição seja ainda esta semana, até na sexta-feira à tarde se for necessário, para que os trabalhadores não passem o Natal em sobressalto.

“Os partidos políticos têm o direito de saber e o dever de apurar aquilo que são os factos que conduziram à produção da notícia por parte da administração dos CTT”, afirmou.

Uma audição dos CTT já estava prevista, por requerimentos do PS, PCP e Bloco de Esquerda, de chamar à Comissão de Economia um conjunto de entidades para prestar esclarecimentos sobre o cumprimento do serviço público.

A administração dos CTT divulgou hoje o Plano de Transformação Operacional, segundo o qual se prevê a redução de cerca de 800 pessoas nas operações da empresa ao longo de três anos, devido à queda do tráfego do correio.

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