Após um encontro com o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, hoje, António Guterres disse que esta iniciativa representa uma "visão estratégica e a longo prazo", que considerou "única".

Pequim recebe, no domingo e na segunda-feira, 28 chefes de Estado que vão participar no fórum "Nova Rota da Seda", um gigante plano de infraestruturas que coloca a China no centro da futura ordem mundial.

Divulgado em 2013 pelo Presidente chinês, Xi Jinping, o plano visa reativar a antiga via comercial entre a China e a Europa, através da Ásia Central, África e sudeste Asiático.

O responsável das Nações Unidas explicou que a organização vai trabalhar com a China para ajudar os países em desenvolvimento a conseguirem um crescimento mais rápido e a ajustar-se à Agenda 2030.

O político português destacou que a iniciativa chinesa é uma "contribuição chave" para enfrentar os problemas globais através da cooperação internacional.

O plano inclui uma malha ferroviária de alta velocidade, portos e autoestradas, e vai abranger 65 países e 4,4 mil milhões de pessoas - cerca de 60% da população mundial.

A iniciativa vai permitir reiterar a proeminência da China como um poder dominante na Ásia, onde a sua cultura e economia exerceram outrora forte influência sobre os países vizinhos.

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