Em declarações à agência Lusa, a bastonária dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, referiu que há “serviços em alguns hospitais” onde se deixou de distribuir a medicação por dose unitária, que é uma prática mais segura.

“É quase uma questão civilizacional (…). Nós temos neste momento serviços em hospitais onde não fazemos a dose unitária, onde entregamos [a medicação] em embalagens de medicamentos. Há muitos anos que não fazíamos isto. A dose unitária permite muito menos erros”, explicou Ana Paula Martins.

A dose unitária e individual permite reduzir o tempo de enfermagem dedicado à preparação da medicação, permite diminuir os riscos de contaminação do medicamento e os erros de administração.

A representante dos farmacêuticos recorda que todo o circuito do medicamento hospitalar exige “presença humana” e lembra que há défice de farmacêuticos nos hospitais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), sobretudo nos últimos quatro ou cinco anos.

No final de junho, a bastonária tinha enviado uma carta ao Ministério da Saúde na qual anunciava que previa uma rutura de prestação de cuidados nos hospitais “como não há memória” a partir de julho, com a passagem às 35 horas a partir do início deste mês.

A situação é tão grave, referia a carta, que “está posta em causa a segurança dos doentes”.

A Ordem indicava ainda que “a maioria dos serviços farmacêuticos hospitalares” reporta impactos da falta de pessoas na dispensa de medicamentos aos doentes, nomeadamente na distribuição em dose unitária.

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