As duas primeiras carrinhas celulares com membros do grupo chegaram ao Campus de Justiça cerca das 15:00 e o interrogatório de 55 dos 59 detidos estava previsto para ter início cerca das 17:00.

Segundo fonte da defesa de um dos arguidos, é previsível que o primeiro interrogatório se prolongue pela noite dentro para cumprir o prazo legal de 48 horas para identificação de arguidos detidos, já que a operação policial começou às 08:00 de quarta-feira.

A subcomissária do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS) da PSP adiantou aos jornalistas que a operação de segurança foi delineada pela Polícia Judiciária, em colaboração com a PSP, devido “à grande complexidade motiva pelo número de arguidos”.

A Polícia Judiciária deteve 59 elementos do grupo de motociclistas Hells Angels que estão indiciados por tentativa de homicídio, roubo, ofensa à integridade física e associação criminosa.

Na quarta-feira, a coordenadora da Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo Manuela Santos referiu, em conferência de imprensa, que acredita que muitos elementos ficarão em prisão preventiva, dada a gravidade os crimes pelos quais estão indiciados.

Quatro dos 59 elementos dos Hells Angels foram detidos em flagrante por posse de arma de fogo.

O grupo Hells Angels existe em Portugal desde 2002 e, desde então, tem sido monitorizado pela polícia.

Os atos violentos ocorridos em março no Prior Velho, Loures, que envolveram dois grupos rivais de motards, Hells Angels e Red&Gold, e que fez seis feridos, dos quais três graves foi a primeira manifestação mais violenta da organização que levou a PJ a agir.

A operação policial de desmantelamento do grupo também teve em conta a realização, de 19 a 22 julho, do encontro de Motards de Faro, onde poderiam ocorrer novamente confrontos entre os dois grupos.

Segundo a PJ, 58 elementos foram detidos em Portugal e um na Alemanha, através de um mandado de detenção europeu.