Em declarações à Lusa, Joaquim Barbosa admitiu que o projeto terá “naturalmente de ser melhorado”, mas sublinhou que se trata de “um caminho muito interessante” no sentido de deixar as urgências hospitalares “para os casos realmente urgentes”.

“Já há outros hospitais e agrupamentos de centros de saúde do país interessados em saber como isto funciona, para eventualmente implementarem o mesmo sistema”, referiu.

Em causa está um projeto-piloto que visa aliviar as Urgências do Hospital de Barcelos, “libertando-as” dos casos não urgentes, que são reencaminhados para os centros de saúde.

Os utentes têm garantia de consulta no próprio dia ou, na pior das hipóteses, no dia seguinte.

São aconselhados a ir aos centros de saúde os utentes classificados com as cores verde ou azul na Triagem de Manchester.

Caso os utentes optem por esta alternativa, é efetuada de imediato a marcação da consulta e entregue ao utente o respetivo comprovativo, podendo logo de seguida dirigir-se ao centro de saúde.

Para Joaquim Barbosa, o impacto deste projeto “já começa a fazer-se sentir” na Urgência do hospital, com a redução da afluência e dos episódios considerados menos urgentes.

Regista-se uma redução de 1,16% no total de episódios de urgência e de 2,51% nos episódios classificados como verdes ou azuis.

No final de 2017, antes do início deste projeto, os utentes não urgentes representavam praticamente metade dos episódios de urgência (49,94%).

Um ano depois, a percentagem de utentes triados com as cores verde e azul tinha diminuído para 48,01%, sendo essa redução ainda mais expressiva este ano.

Até final de abril, representam 43,97% dos episódios de urgência.

Desde janeiro de 2019, o Hospital de Barcelos desenvolve um sistema de ‘callback’, destinado a aferir a qualidade do serviço prestado, sendo o nível de satisfação “bastante elevado”.

“Questionados sobre se em condições idênticas recorreriam aos cuidados de saúde primários em vez do serviço de urgência, a esmagadora maioria referiu que o fariam”, sublinha o hospital, em nota enviada à Lusa.

Refere ainda que o processo de encaminhamento apresenta também “um grau muito elevado de eficiência”, já que a esmagadora maioria dos utentes confirmou a realização da consulta no centro de saúde.

Houve cerca de 20 utentes que acabaram por não ter a consulta porque acabaram por desistir da mesma, o que comprova que o caso não era, de todo, urgente.

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