O objetivo deste projeto “Porto Cidade Compassiva – Porto Oriental Comunidade Compassiva”, que venceu o concurso “Portugal Compassivo – Laços Que Cuidam”, promovido pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (ACAP), quer, além de sensibilizar a sociedade para esta temática, alertá-la para a necessidade de ajudar a cuidar das pessoas com necessidades paliativas que estão em casa, referiu.

A sensibilização da comunidade passa pela realização de encontros, `workshops´ e ações diversas, explicou Edna Gonçalves, diretora do Serviço de Cuidados Paliativos do CHUSJ, citada em comunicado.

“Numa segunda fase, pretende-se criar uma rede de suporte na comunidade para cada utente, no sentido de lhe ser prestado auxílio nas suas tarefas diárias e de modo a atenuar o seu isolamento e sofrimento”, sublinhou.

Falando numa questão “cada vez mais premente”, Edna Gonçalves lembrou o envelhecimento crescente da população portuguesa e o custo para a sociedade de internamentos clinicamente desnecessários.

As comunidades compassivas são uma forma de resposta ao desafio colocado a uma sociedade em envelhecimento, através do envolvimento da comunidade nos cuidados, explicou.

“Os principais métodos de intervenção são a educação pública, o desenvolvimento comunitário, a promoção da saúde, as ações de participação e a ecologia social, fazendo com que o cuidar deixe de ser uma obrigação e passe a ser visto e sentido como um privilégio”, salientou a diretora.

Outro dos propósitos, acrescentou, é mudar mentalidades e reativar as redes de cuidado.

O "Porto Cidade Compassiva - Porto Oriental Comunidade Compassiva 2020" foi promovido pelo Serviço de Cuidados Paliativos do CHUSJ, em colaboração com a Associação Compassio, e conta com a parceria da Associação Cuidadores, da Câmara Municipal do Porto, das Juntas de Freguesia de Paranhos, Campanhã e Bonfim, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e da Universidade Católica Portuguesa – Área Transversal de Economia Social.

O concurso “Portugal Compassivo – Laços Que Cuidam” resultou de um protocolo de cooperação celebrado, em junho de 2019, entre a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos e a Fundação “la Caixa”.

Este teve como objetivo final a atribuição de financiamento para a criação de duas comunidades compassivas que permitam o cumprimento dos critérios vigentes de certificação pelo movimento internacional “Charter for Compassion”.

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